Editora Intrínseca
Resenha: A menina que roubava livros - Markus Zusak
quinta-feira, outubro 17, 2013
'Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história.' Pág. 19
'É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
Uma menina
Algumas palavras
Um acordeonista
Uns alemães fanáticos
Um lutador judeu
E uma porção de roubos.' Pág. 11
'A menina que roubava livros tinha atacado pela primeira vez - o começo de uma carreira ilustre.' Pág. 30
'A questão é que o assunto do livro não tinha mesmo importância. O mais importante era o que ele significava.' Pág. 38
'Quando chegou a Molching, Liesel tinha ao menos uma vaga percepção de estar sendo salva, mas isso não servia de consolo. Se sua mãe a amava, porque deixá-la na porta de outra pessoa?' Pág. 32
'A única coisa pior do que um menino que detesta a gente. Um menino que ama a gente.' Pág. 49
'Era impossível ficar zangada com ele por muito tempo.' Pág. 266
'Imagine sorrir depois de levar um tapa na cara. Agora, imagine fazê-lo vinte e quatro horas por dia. Era essa a tarefa de esconder um judeu.' Pág. 196
'[...]ela se perguntaria exatamente quando os livros e as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo.' Pág. 31
'Até a morte tem coração.' Pág. 211
'Sim, o Führer decidiu que dominaria o mundo com palavras.' Pág. 398
'Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.' Pág. 473
Quem mais leu?
O que acharam? :)
Colorín colorado este cuento se ha acabado.
Essa é uma daquelas resenhas que eu não quero contar nada, mas quero contar tudo, sabe?! haha!
A história se passa na Alemanha Nazista e é narrada pela Morte.
A história se passa na Alemanha Nazista e é narrada pela Morte.
'É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
Uma menina
Algumas palavras
Um acordeonista
Uns alemães fanáticos
Um lutador judeu
E uma porção de roubos.' Pág. 11
Liesel foi separada da mãe e não tinha notícias do pai. Quando tinha, só ouvia falarem a palavra Comunista, que ela não fazia a menor ideia do que significava. Pelo menos seu irmão estava sendo levado junto com ela. Mas a tosse venceu o pequeno menino, que não sobreviveu a travessia de trem. E foi nesse dia que Liesel roubou seu primeiro livro.
'A menina que roubava livros tinha atacado pela primeira vez - o começo de uma carreira ilustre.' Pág. 30
'A questão é que o assunto do livro não tinha mesmo importância. O mais importante era o que ele significava.' Pág. 38
'Quando chegou a Molching, Liesel tinha ao menos uma vaga percepção de estar sendo salva, mas isso não servia de consolo. Se sua mãe a amava, porque deixá-la na porta de outra pessoa?' Pág. 32
Foi levada para Molching para viver com uma família alemã que não tinha muito dinheiro (não que sua mãe tivesse muito mais também). Foi difícil entender o porque e se adaptar a seus novos pais. Mas como não amar, Hans Hubermann?! Com seu acordeão, suas palavras gentis e paciência ao ensinar a menina que mal sabia ler. Até Rosa, que era bem mais durona, tinha um bom coração para aqueles que conseguiam ver.
'Ela não havia aprendido a falar muito bem, tampouco a ler, porque raras vezes frequentara a escola. A razão disso ela descobriria no devido tempo.' Pág. 24
'Ao ver aqueles olhos, Liesel compreendeu que Hans Hubermann tinha muito valor.' Pág. 34
'A menina não teria nenhuma dificuldade para chamá-lo de papai.' Pág. 35
'A menina não teria nenhuma dificuldade para chamá-lo de papai.' Pág. 35
'Quando Liesel finalmente tomou banho, depois de morar duas semanas na Rua Himmel, Rosa deu-lhe um enorme abraço, daquele de machucar.' Pág. 34
Lá conheceu também Rudy, um garoto da sua idade, que morava na mesma rua, e que, com o tempo, virou seu melhor amigo, um grande companheiro de roubos e o insistente que sempre que podia lhe pedia um beijo.
'Uma bolada de neve na cara é, com certeza, o começo perfeito de uma amizade duradoura.' Pág. 47
'A única coisa pior do que um menino que detesta a gente. Um menino que ama a gente.' Pág. 49
'Era impossível ficar zangada com ele por muito tempo.' Pág. 266
Liesel foi crescendo, aprendendo a ler e foi se apaixonando pelas palavras. Assim, começou a entender também o porque tivera que deixar sua família e o contexto histórico que estava vivendo.
'Dez anos significavam a Juventude Hitlerista [...] sendo menina, Liesel foi matriculada no que era chamado de BDM (liga das meninas alemãs)'. Pág. 40
'Em 1933, noventa por cento dos alemães manisfestavam um apoio resoluto a Adolf Hitler. Isso deixa dez por cento que não o manifestavam. Hans Hubermann faz parte dos dez por cento. Havia uma razão para isso.' Pág. 58
'A palavra comunista + uma grande fogueira + uma coleção de cartas mortas + o sofrimento da mãe + a morte do irmão = o Führer.' Pág. 107
Assim como os pais adotivos, Liesel não era nada fã do Nazismo, mas precisava fingir apoio se quisesse continuar viva. No começo, foi bem fácil (afinal, ela não entendia muito bem mesmo). Mas, principalmente depois da chegada de Max em sua casa, um judeu que lutava para não cair nas garras dos nazistas, foi ficando cada vez mais difícil. Principalmente depois que os dois se uniram cada dia mais através da leitura.
'Porque você não deve querer ser como os negros, nem os judeus, nem qualquer um que ... que não seja nós.' Pág. 56
'Você poderia dizer que as coisas foram fáceis para Liesel Meminger. E foram mesmo, em comparação com Max Vanderburg. [...] mas qualquer coisa era melhor do que ser judeu.' Pág. 151
'Espere um minuto, ele era alemão. Ou melhor dizendo, tinha sido.' Pág. 148
'Imagine sorrir depois de levar um tapa na cara. Agora, imagine fazê-lo vinte e quatro horas por dia. Era essa a tarefa de esconder um judeu.' Pág. 196
A menina que roubava livros é encantador, triste e cativante. Adorei a história e acho que vale muito a pena sua leitura (ainda mais antes de ver o filme, que deve sair em fevereiro!). Não é uma leitura que flui rapidamente (comparando com os romances leves que estou acostumada a ler), mas também não chega a ser tão pesada (levando em conta o contexto histórico bem pesado que envolve, né). Mas os capítulos são bem curtinhos, o que torna um pouquinho mais rápida a leitura, e o livro é também separado em partes.
'[...]ela se perguntaria exatamente quando os livros e as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo.' Pág. 31
'Até a morte tem coração.' Pág. 211
'Sim, o Führer decidiu que dominaria o mundo com palavras.' Pág. 398
'Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.' Pág. 473
A Intrínseca fez um belo trabalho. Não só com a capa, que é linda, mas com o livro todo. Páginas amareladas, ótima diagramação e espaçamento e a fonte tem um tamanho razoavelmente bom, também.
Quem mais leu?
O que acharam? :)
Colorín colorado este cuento se ha acabado.

